O dia certo de virar o colchão existe e isso te faz dormir melhor

Você acorda cansado, com dor nas costas, como se um trator tivesse passado por cima de você durante a noite. Você culpa o estresse, o travesseiro, a má postura no trabalho. Contudo, o verdadeiro culpado pode ser o seu cúmplice mais íntimo, aquele que te abraça todas as noites: o seu colchão.
E o crime que você comete contra ele, por puro esquecimento, está silenciosamente arruinando suas noites de sono e, pior, a saúde da sua coluna.
A verdade chocante, que os fabricantes de colchões e os ortopedistas imploram para que as pessoas entendam, é que a maioria de nós negligencia um ritual simples, mas absolutamente vital: girar o colchão.
Esse hábito, que não leva mais que dois minutos, é a diferença entre um sono reparador e acordar todo quebrado.
Mas por que um ato tão banal é tão crucial? Com que frequência você deveria fazer isso? E qual é o erro fatal que muita gente comete ao tentar “cuidar” do colchão, e que pode destruí-lo de vez? Prepare-se para descobrir o segredo que vai salvar suas noites e sua coluna.
O “buraco” do esquecimento: por que seu colchão te trai
Pense no seu colchão como a sola de um sapato. Se você pisar sempre no mesmo lugar, aquela área vai se desgastar e afundar, certo? Com o seu corpo, acontece a mesma coisa. Todas as noites, seu peso (principalmente na região do quadril e dos ombros) pressiona as mesmas áreas do colchão.
Com o tempo, essa pressão constante faz com que as molas ou a espuma daquela região percam a resiliência, criando um “buraco”, uma vala onde seu corpo afunda. O resultado?
- Coluna desalinhada: Seu corpo fica torto durante a noite, forçando a musculatura e as vértebras.
- Dores crônicas: Você acorda com dor nas costas, no pescoço e com a sensação de não ter descansado nada.
- Fim da vida útil: O colchão, que deveria durar anos, fica inutilizável em muito menos tempo.
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A lei do giro: o ritual que salva seu sono (e seu bolso)
Girar o colchão é a única forma de garantir que o desgaste aconteça de forma uniforme, prolongando sua vida útil e o suporte correto para o seu corpo. A regra, segundo os maiores fabricantes, é simples:
- Frequência: Gire seu colchão a cada três meses. Uma boa dica é associar o giro à mudança das estações do ano.
- Como girar: Não é virar de lado. É uma rotação de 180 graus. A parte onde ficavam seus pés, agora ficará na sua cabeça. E vice-versa.
Este simples ato permite que as áreas que estavam sendo mais pressionadas “descansem” e se recuperem, enquanto outras áreas passam a suportar o peso. É uma troca justa que garante um colchão reto e confortável por muito mais tempo.
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O erro fatal: por que você não deve mais “virar” o colchão
Aqui está a pegadinha que pode destruir seu colchão novo. Nossas avós tinham o hábito de “virar” o colchão, ou seja, usar o lado de baixo para cima. Contudo, os colchões modernos não foram feitos para isso.
A maioria dos colchões de hoje é “one-sided” (um lado só). Eles são construídos em camadas: uma base de suporte mais firme e, no topo, camadas de conforto com espumas especiais, pillow top, etc.
Se você virar esse colchão, estará dormindo sobre a base dura e desconfortável, e ainda por cima irá esmagar e danificar as camadas de conforto que ficaram embaixo.
Portanto, a regra é clara: gire, não vire. Salvo raras exceções (que devem estar especificadas na etiqueta), o lado de baixo do seu colchão nunca deve ser usado para dormir. Cuidar do seu colchão é cuidar da sua saúde. E esse é um crime que não vale a pena cometer.