A alforria financeira da mulher e os 3 passos para a liberdade

O medo do futuro é um fantasma que assombra muitas mulheres. O medo de depender financeiramente de um parceiro, de não ter recursos para cuidar dos filhos, de chegar à velhice em uma situação de vulnerabilidade. É o medo de ficar presa a um relacionamento abusivo ou a um emprego que odeia, simplesmente porque não tem para onde ir. É uma prisão invisível, mas muito real.

A solução, todo mundo diz, é “investir”. Mas o mundo dos investimentos parece um clube do Bolinha, um universo masculino e complicado, cheio de siglas, gráficos e homens de terno falando uma língua que não parece a nossa.

A sensação é de que não somos bem-vindas, e o medo de errar e perder o pouco que temos nos paralisa.

Mas, e se eu te dissesse que a chave para a sua “alforria” financeira não é entender de ações da bolsa, mas sim seguir 3 passos simples e lógicos, que qualquer mulher pode começar a dar hoje mesmo?

E que o primeiro passo para a sua liberdade não é sobre ganhar mais, mas sim sobre se livrar de um inimigo que te acorrenta?

O ‘extermínio’ das dívidas: a primeira batalha pela sua liberdade

Antes de pensar em construir seu castelo, você precisa matar os dragões que já moram nele. E o maior dragão que impede a sua independência financeira são as dívidas caras.

  • O inimigo: O juro do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial é um veneno. Ele é sempre, sempre, muito maior do que qualquer rendimento que você possa conseguir em um investimento seguro.
  • A primeira batalha: Não adianta guardar R$ 100 por mês em um investimento que te rende 1% ao mês, se você tem uma dívida que te come 15% de juros no mesmo período. É como tentar encher um balde furado. Portanto, o primeiro e mais importante passo para a sua “alforria” é: aniquile suas dívidas. Negocie, parcele, faça o que for preciso, mas se livre delas antes de pensar em investir.

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A ‘muralha’ de proteção: o segredo da reserva de emergência

Depois de matar os dragões, você precisa construir a muralha do seu castelo. Esta muralha se chama reserva de emergência. É ela que vai te proteger das tempestades da vida e garantir que você nunca mais precise se endividar.

  • O que é? É um dinheiro guardado exclusivamente para imprevistos, como a perda de um emprego, uma doença na família ou um conserto inesperado no carro.
  • Quanto guardar? O ideal é ter o equivalente a, no mínimo, seis meses do seu custo de vida mensal. Se seu custo de vida é de R$ 2.000 por mês, sua muralha precisa ter R$ 12.000.
  • A paz de espírito: Essa reserva é o que te dará tranquilidade para tomar decisões, para pedir demissão de um emprego ruim ou para sair de uma situação de abuso. Ela é o verdadeiro sinônimo de liberdade.

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O ‘cofre’ seguro: onde guardar sua muralha (e começar a investir de verdade)

Mas onde guardar o dinheiro dessa muralha? Ele não pode ficar na conta corrente, sujeito à inflação e à tentação de gastar. E também não pode estar em um investimento arriscado. Ele precisa de duas coisas: segurança máxima e liquidez diária (a possibilidade de resgatar a qualquer momento). As duas melhores opções para iniciantes são:

  1. Tesouro Selic: É o investimento mais seguro do Brasil. Você estará “emprestando” dinheiro para o governo e recebendo a taxa básica de juros, a Selic, como rendimento.
  2. CDB de um banco grande que pague 100% do CDI e tenha liquidez diária: É um produto bancário, também muito seguro, que rende praticamente a mesma coisa que o Tesouro Selic.

Somente depois de quitar suas dívidas e de construir a sua muralha de proteção em um desses “cofres”, é que você estará verdadeiramente livre e pronta para começar a pensar em outros investimentos, para fazer seu dinheiro crescer e trabalhar para você. A “alforria” financeira é um processo, e ele começa com estes três passos fundamentais.

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